quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

SFSP se mobiliza com outras redes em favor do Selo "T" nas embalagens dos alimentos


Slow Food São Paulo assina Carta em unidade com outras redes e entidades do organismo vivo civil para que se mantenha garantida a Lei que obriga empresas, sejam elas industriais ou não a divulgar em seus rótulos caso haja ingredientes de origem transgênica em sua composição. 

Esse tema é de suma importância para quem se alimenta. A comida que está no prato de todos começa ser preparada na natureza da lavoura por homens que enfrentam todo o tipo de dificuldades para sobreviver e não ter prejuízo uma vez que a natureza está cada vez mais instável. 

Portanto a Transgenia é sim um tema a ser melhor compreendido pela sociedade de uma vez por todas. Em todo mundo estão ocorrendo debates e a ações de banimento, porque já foi entendido que se trata de uma técnica presente, mas finalmente se percebe que ela não é ajustada num modelo alimentar Bom, Limpo, Justo. Nem as pessoas e os argumentos que sustentam seu antiquado uso. 

Estamos nos desenvolvendo. Há tecnologias limpas que têm desenvolvido sementes convencionais e orgânicas com produtividade garantida, mas infelizmente o homem é muito apegado as suas criações. Inclusive as mais obscuras. 

Cabe a quem desperta promover os ajustes necessários. Envolva-se, se você é um deles.

***

Carta das entidades da sociedade civil contra o PL 4148/2008,
que prevê acabar com a rotulagem dos transgênicos

As organizações signatárias solicitam que Vossas Excelências rejeitem a votação do Projeto de Lei 4.148, de 2008, de autoria do Deputado Luis Carlos Heinze, além de extinguirem de seu regime de urgência, pois tal projeto nega o direito do consumidor à informação sobre a presença de transgênico em alimentos. A iniciativa também ignora a vontade da população que, segundo diversas pesquisas de opinião, já declararam querer saber se um alimento contém ou não ingrediente transgênico (74% da população - IBOPE, 2001; 71% - IBOPE, 2002; 74% - IBOPE, 2003; e 70,6% - ISER, 2005).
O PL do Deputado Luis Carlos Heinze: (1) não torna obrigatória a informação sobre a presença de transgênico no rótulo se não for possível sua detecção pelos métodos laboratoriais, o que exclui a maioria dos alimentos (como papinhas de bebês, óleos, bolachas, margarinas); (2) não obriga a rotulagem dos alimentos de origem animal alimentados com ração transgênica; (3) exclui o símbolo T que hoje permite a fácil identificação da origem transgênica do alimento (como tem se observado nos óleos de soja); e (4) não obriga a informação quanto à espécie doadora do gene.

O PL 4.148/08 deve ser rejeitado, porque:

1) Reverte a decisão do Tribunal Regional Federal da Primeira Região que em agosto de 2012 decidiu que independentemente do percentual e de qualquer outra condicionante, deve-se assegurar que todo e qualquer produto geneticamente modificado ou contendo ingrediente geneticamente modificado seja devidamente 
informado (Apelação no 2001.34.00.022280-6 - link da decisão http://bit.ly/SkFTIw).

2) Fere o direito à escolha e à informação assegurados pelo Código de Defesa do Consumidor, nos artigos 6o, II e III e 31.

3) Prejudica o controle adequado dos transgênicos, já que a rotulagem de transgênicos é medida de saúde pública relevante para permitir o monitoramento pós-introdução no mercado e pesquisas sobre os impactos na saúde.

4) Viola o direito dos agricultores e das empresas alimentícias que optam por produzir alimentos isentos de ingredientes transgênicos. E pode impactar fortemente as exportações, na medida em que a rejeição às espécies transgênicas em vários países que importam alimentos do Brasil é grande.

5) Apensado no PL 5.848/05, o mérito do PL 4.148 não foi discutido adequadamente nas comissões de mérito da Câmara dos Deputados, nem com a sociedade, mas tão somente na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.6) Revoga o Decreto 4.680/03 que respeita o direito dos consumidores à informação e impõe a rastreabilidade da cadeia de produção como meio de garantir a informação e a qualidade do produto. (Vale lembrar que a identificação da transgenia já é feita para a cobrança de royalties).

7) Contraria o compromisso assumido pelo Congresso Nacional em 2005, quando aprovou a nova Lei de Biossegurança, Lei 11.105, e reiterou no artigo 40 que: “Os alimentos e ingredientes alimentares destinados ao consumo humano ou animal que contenham ou sejam produzidos a partir de OGM ou derivados deverão conter informação nesse sentido em seus rótulos, conforme regulamento.”

8) Descumpre compromissos internacionais assumidos pelo Brasil no âmbito do Protocolo de Cartagena sobre Biossegurança que demanda que os países membros adotem medidas para assegurar a identificação de organismos vivos modificados nas importações/exportações, destinados à alimentação humana e animal (artigo 18. 2. a) – para tornar obrigatória a adequada identificação das cargas a partir de 2012 (decisão BSIII/10, item 7).

ASSINAM ESTA CARTA:
Articulação Nacional de Agroecologia Articulação Paulista de Agroecologia Associação Brasielira de Agricultura Biodinamica Campanha Brasil Livre de Transgênicos e Agrotóxicos Campanha Cresça - Oxfam
Campanha Permanente Contra o Uso de Agrotóxicos e Pela Vida Cert ID Brasil Fórum Brasileiro de Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (FBSSAN) Greenpeace Idec - Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor IDS - Instituto Democracia e Sustentabilidade Instituto Alana Instituto Kairós Instituto Terra Viva Brasil de Agroecologia MPA Brasil Núcleo de Agroecologia Apetê Caapuã Pesquisadores do Instituto de Economia Agrícola Planeta Orgânico ProTerra Foundation Slow Food São Paulo Terra de Direitos Via Campesina

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Alice Waters e a coragem de mudar o mundo


“Se quisermos mudar, a melhor coisa que podemos fazer é educar e empoderar a próxima geração. Se nossas crianças forem expostas a essas idéias, teremos uma segunda natureza.”


6 de novembro de 2010. Uma data histórica para aqueles que acreditam que um novo mundo é possível, em especial para os os militantes e simpatizantes do movimento Slow Food. Alice Waters e Carlo Petrini, vice-presidente e presidente do Slow Food Internacional, respectivamente, falaram na abertura do evento Mesa Tendências, em São Paulo e encantaram a platéia ao defenderem suas idéias de que é preciso abraçar a causa de uma alimentação boa, limpa e justa para gtransformar o mundo.

Esta é a primeira vez que Alice Waters, vice-presidente mundial do movimento vem ao Brasil e falou para uma platéia lotada sobre sua jornada para abrir corações e mentes nos Estados Unidos e no mundo para que uma revolução aconteça na forma de ver o alimento e o ato de se alimentar e sua conexão com as escolhas para uma vida mais saudável e um planeta mais limpo para as próximas gerações. Defendeu o investimento na educação das crianças desde cedo para que o mundo tenha uma segunda natureza.

Ela disse sempre ter tido muita curiosidade em relação ao Brasil e que além de estudar a cultura brasileira, conhece muitos cineastas e chefs daqui e que foi estusiasticamente convidada pelo fotoógrafo Sebastião Salgado para que viesse ao país expor suas idéias. Ela disse apoiar a idéia de trazer o território para a mesa, defendida por Alex Atalla e que essa é uma conexão que já havia percebido ao visitar o Uruguai e a Argentina.

Alice enfatizou que a questão do fast food não está restrita aos Estados unidos, mas se espalha pelo mundo disseminando a idéia dominante de como as pessoas devem se alimentar. Segundo ela, máquinas de Coca-cola são encontradas nos aeroportos e outros locais públicos mundo afora. O fast food, segundo Waters, passa a ideia da coesão de tudo, de que todos devem ser iguais. E essa cultura se infiltra maciçamente no mundo. E essa, segundo ela, é uma batalha que será perdida se não houver uma mudança de atitude, de paradigma em relação ao alimento, ao modo de se alimentar e de tratar a questão da produção dos alimentos. É uma mudança em relação à vida.

Para Waters, atualmente é dado como natural que tenhamos aquilo que queremos à hora que queremos, as regras são ditadas pelo consumo e pelo mercado. Tudo está reduzido a "tempo é dinheiro". Da mesma forma, é possível encontrar o mesmo alimento nos mercados durante o ano todo, quando se sabe que na natureza existe a sazonalidade. Devemos ter tudo no momento que queremos? E o tempo de plantar, esperar crescer e colher? pergunta Waters. Ela defendeu o pagamento justo pelos produtos. "O alimento pode ter um preço adequado, mas não barato. Se compraram barato, alguém, em algum lugar foi prejudicado."

“A cultura do fast food está operando estragos nas culturas locais e precisa ser combatida. E existe uma alternativa, que é o Slow Food, que é cultura muito mais profunda, cheia de plenitude. A cultura de slow food tem valores humanos que estão consosco desde o começo dos tempos como a a correçao, a integridade, a comunidade, a amizade, a honestidade. E tem também os outros valores, que é o respeito ao crescimento crescimento tradicional, atividades engajadas, atividades que alimentam, oferecem nutrição, aumentam a alegria. São os valores do slow que fazem que nossa vida sejam mais sifignificativas”, concluiu.

Alice Waters disse ainda que cada um dos que ali estavam tem capacidade de se conecctar aos valores do Slow Food, sem intermediários: se a cultura que você cria ao seu redor muda, sua exsitência melhora, sem esforço nenhum.”.

Se você quiser que uma árvore cresça, é preciso influenciá-la antes que cresça”

O grande desafio, segundo Alice Waters, é investir na educação das crianças e expor essas crianças às idéias do Slow Food para que tenhamos no futuro uma segunda natureza. “Se quisermos mudar, a melhor coisa que podemos fazer é educar e empoderar a próxima geração”. A escola, segundo ela, é o local onde se pode encontrar crianças com diferentes valores, que ainda estão sendo formados e se essas crianças forem expostas a um currículo de Slow Food, elas o levarão para o resto de suas vidas. “Se você quiser que uma árvore cresça, é preciso influenciá-la antes que cresça”.

As escolas são o motor da economia e se na merenda e nas cantinas escolares estiverem servindo alimentação saudável, se estará colaborando com os agricultores. Waters citou a iniciativa do governo brasileiro de impor que 1/3 da merenda escolar deve vir de produção local e disse que a adoção desse tipo de ação é muito importante.

O principal desafio que permeia a vida, segundo Waters, é responder à pergunta: como viver nossas vidas, sem adotar os valores do fast food,porque nessa questão não há meio termo e o processo deve ser sustentável do principio ao fim. Ela concluiu dizendo que a saída é sair desse ambiente, dessa cultura fast food e recuperar os sentidos. o projeto de hortas nas escolas, por exemplo, é uma revolução deliciosa.

“É preciso ter espirito revolucionário para que tudo isso aconteça”, concluiu.



Mais de Alice Waters:

Enquanto nos EUA as pessoas se alimentavam com comida aquecida no microondas para ser comida na frente da televisão, na França as pessoas davam atenção aos prazeres da vida diaria, era cultura de slow food”.

Criamos patchwork de fornecedores locais – pequenos produtores, vinicultores, - uma comunidade que começou a se formar. E começamos uma comunidade sem intermediários”.

Não dá para ter restaurante 3 estrelas, sem pagar salários justos aos seus funcionários”.

É preciso ter espirito revolucionário para que tudo isso aconteça”.

Se você quiser que uma árvore cresça, é preciso influenciá-la antes que cresça”



Por: Reiko Miura


Carlo Petrini: Defender a biodiversidade e a vida, combater o desperdício




Não comemos dinheiro. Comemos berinjelas, batatas. 


Carlo Petrini, presidente internacional do movimento Slow Food falou no dia 6 de novembro no evento Mesa Tendências, em São Paulo, sobre a centralidade da comida e a necessidade de reforçar a soberania alimentária, o respeito à biodiversidade, o combate ao desperdício e o legado que se pretende deixar para as próximas gerações. Ainda imbuído das boas vibrações do Terra Madre, do Salone del Gusto e do confgresso do Slow Food ocorridos na Itália no final de outubro, Petrini chamou a atenção de estudantes, chefs e comunicadores para a responsabilidade com o meio ambiente e a relação do ser humano com os alimentos.

Para o mentor do Slow Food, o alimento precisa ser visto de forma holística, ou seja, além de alimentar, existe uma cadeia por trás dele - agricultores, meio ambiente, comunidades etc. - que precisa ser levada em conta pelos que trabalham com comida e por todos que se preocupam com o futuro das novas gerações. Dirigindo-se aos estudantes de gastronomia e a atuais e futuros chefs, Petrini fez o mesmo questionamento apresentado por Alice Waters: o chef é simplesmente um chef ou é um ser de transformação social?

Perder a biodiversidade é como perder o próprio alfabeto
Entre os problemas do mundo atual listados por Petrini estão a perda da biodiversidade, que para ele se equipara a perder o próprio alfabeto. Do inicio de 1900 até os dias atuais foram perdidos 75% da biodiversidade humana. Entre as razões para essa perda de biodiversidade, ele aponta o fato de o alimento ter perdido seu valor, hoje é visto como uma mercadoria, tornou-se um negócio. "80% das sementes estão nas mãos de cinco multinacionais e a humanidade tem só 20%. Não é possivel construir um futuro dessa forma, porque a semente representa a essência da vida, não poder ser propriedade privada" concluiu.

Petrini disse estar muito feliz por um brasileiro, José Graziano [coordenador do programa Fome Zero], estar no comando da FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura): "Precisavamos de alguém com a visão dele lá" ressaltou, lembrando que segundo a FAO, na Terra a produção de alimentos é para 12 milhoes de habitantes, mas os habitantes são 7 milhões e 1 milhão entre esses passa fome. Isso signfica, segundo ele, que 40% da produçao vai para o lixo. Para Petrini, o agravante disso tudo, é que em 2050 a Terra terá 9 mihões de habitantes e se não houver uma mudança nesse comportamento, a produção será para 18 milhoes de pessoas e o lixo aumentará na mesma proporção.

Para Petrini não se sai dessa crise planetária se não houver mudança nos paradigmas, ou seja, sair do modelo de produzir sempre e intensamente para jogar cada vez mais alimentos no lixo e adotar o modelo do combate ao desperdício, da defesa da biodiversidade, do respeito aos produtores, do cuidado com a terra.

Descolonizando o pensamento

"Todos os movimentos Slow Food no mundo, junto com outras organizações, precisam construir a arca para salvar o mundo do diluvio, para deixar uma herança para as futuras gerações. E isso pode começar com a criação de uma aliança entre agricultores, chefs, pessoas da comunidade, cidadãos, nos tornando co-produotres, responsáveis pela mudança no sistema alimentar atual que é criminoso.", concluiu Petrini.

Mas como fazer isso? Ele citou a revolução gastronômica que está acontecendo no continente americano, o redescobrimento das origens, e o que chamou de "descolonizar o pensamento", que é o respeito a todas as cozinhas do mundo e que cada uma delas terá seu próprio sentimento, sua própria origem e comunidade. Ele citou o exemplo da África, onde uma existiria uma cozinha que está como que soterrada, mas que quando emergir, vai explodir.

O Brasil segundo ele, também gerará uma nova gastronomia, ao integrar o território local à diversidade do mundo. "Temos que pensar que o umbu e o açaí sao patrimônios da humanidade, que as diferentes farinhas de mandioca são patrimônio inestimavel da humanidade", disse ele, citando outro exemplo, o da produção do queijo sem a pasteurização do leite, que para ele deveria ser orgulho do patrimônio local.

É preciso ser Sancho Pança e Don Quixote ao mesmo tempo: visionarios e pragmáticos. Com essa visao poderão mudar o mundo.

Aos jovens que assistiam à palestra Petrini deixou seu recado: "vocês são a esperança para o futuro e tem nas mãos as condições de produzir um mundo melhor. A comida é energia da vida, Somos vivos porque comemos. Esta é a unica verdade. Alimento é um bem comum. E sem a defesa da biodiversidade e do meio ambiente, não existe o alimento bom, limpo e justo".


Por: Reiko Miura

quinta-feira, 25 de outubro de 2012


Muitas redes de indivíduos dedicados a alimentação boa, limpa e justa em São Paulo estão se trabalhando em sinergia para promover e ajudar a estruturar a oferta e demanda por produtos orgânicos na cidade de São Paulo. 

A ocupação cultural dos espaços públicos sempre foi um tema discutido e também uma oportunidade. 
Há uma oportunidade de criarmos uma feira simpática, charmosa, cultural de serviço e interação no nosso querido parque do Ibirapuera, perto do Viveiro Manequinho Lopes. Onde Produtores, Chefs e pessoas do Parque podem comprar, conversar, receber informações, ter oficinas para promover e tirar duvidas e resistencias da população no tema da alimentação orgânica. 

Nós do movimento Slow Food apoiamos essa idéia. 

A Criação da Feira da Agricultura Limpa e Orgânica do Parque Ibirapuera!

Toda pessoa que se junta a esta campanha aumenta nossa força de ação. Por favor, separe um minuto para assinar e compartilhar este link com todos que você conhece:
Mas para ela ser consolidade precisamos de uma participação via AVAAZ. Colabore. 
Criação da Feira da Agricultura Limpa e Orgânica do Parque IbirapueraO paulistano adora feiras livres. O paulistano que consome orgânicos faz das idas as feiras um evento social, de troca de informações, de convívio, amizade e relações afetivas entre agricultores, feirantes, consumidores e a comunidade onde as feiras acontecem. Há hoje uma demanda muito maior do que a oferta de produtos orgânicos que são, em geral, mais caros e acessíveis apenas para uma pequena parte da população. Por isso temos a impressão de que se alimentar bem só é possível quando se tem muito dinheiro. Alguns estudos e a percepção dos consumidores já confirmaram que o preço dos alimentos orgânicos nas feiras de produtores, são os mais baixos, e em muitos casos são bem próximos ao preço de produtos convencionais. Essa feira irá possibilitar a criação de diversos novos pontos de comercialização para pequenos e médios agricultores, ajudará a difundir e popularizar produtos saudáveis, criará mais espaços de convívio e aproximação do universo rural e urbano, buscando consolidar uma politica pública de apoio à agricultura e de abastecimento descentralizado de produtos orgânicos.Refletir sobre o nosso consumo e buscar alternativas mais sustentáveis e responsáveis é um dos maiores desafios que o homem encontra hoje para efetivamente contribuir na construção de melhores condições de vida para si e para todos.
Se tiver duvidas ou ideias entre em contato com a produção da feira: feiradoibirapuera@gmail.com
Vamos fazer a mudança juntos,
Comissão de Organização da Feira ( AAO, ABD, ANC, MOA International Br, Kairós e Slow Food)  

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Movimento Slow Food estimula alimentação saudável e ambientalmente responsável


Por Karol Assunção, da Adital - 05/10/12


Você se alimenta bem? Sabe de onde vem e como é produzido o alimento que você consome? Na correria do cotidiano, muitas pessoas acabam pulando refeições ou recorrendo aos chamados fast foods (comida rápida). Para contrapor essa forma de se alimentar e alertar a população para a importância de ter uma alimentação saudável e que respeite a biodiversidade local, surgiu, em 1989, o Slow Food(comida lenta).

O movimento, inicialmente organizado na Itália, cresceu e hoje já conta com mais de 100 mil adeptos/as em cerca de 150 países do mundo. A ideia é promover uma maneira de se alimentar saudável e saborosa, respeitando a oferta de produtos regionais e servindo como reflexão e oposição ao modo rápido de viver e de comer.

O Slow Food trabalha com a perspectiva de que o alimento deve ser bom, limpo e justo. Ou seja, a comida deve ser saborosa, respeitar o meio ambiente, e ter preços justos tanto para produtores/as como para consumidores/as.

A busca é por alimentos orgânicos, sem agrotóxicos, e de preferência regionais e que estejam no período de colheita. O objetivo é ter uma alimentação saudável que respeite o meio ambiente e ainda promova hábitos e formas de se alimentar tradicionais, com a diversidade de sabores e de modo de preparo.

"Slow Food defende as diferenças culturais territoriais e regionais, intimamente ligadas a nossa herança alimentar, e revaloriza a história e a cultura de cada grupo social para que possam existir redes de troca recíprocas equilibradas”, destaca o guia Bem-Vindos a Nosso Mundo, que apresenta o movimento.

No Brasil, o Slow Food começou no ano 2000, na cidade do Rio de Janeiro (RJ), e hoje já está presente nas cinco regiões do país através de 31 grupos locais (também chamados de convivias) que estimulam a produção e o consumo de alimentos regionais. Além de projetos e campanhas, o movimento elabora guias e livros com receitas e dicas para uma boa alimentação.

Exemplo disso é oguia lançado em junho deste ano com dicas de restaurantes e bares do Rio de Janeiro (RJ) que levam em consideração os princípios do Slow Food. Além disso, apresenta projetos e feiras na cidade que também abraçam a filosofia do movimento.

Evento mundial

Neste mês, adeptos/as de várias partes do mundo se encontrarão na Itália para o encontro Salone del Gusto e Terra Madre. Considerado o "maior evento do Slow Food”, o encontro ocorrerá entre os dias 25 e 29 de outubro, em Turim, na Itália. Serão cinco dias de feiras, debates, oficinas, degustações e conferências com a participação de pesquisadores/as, produtores/as e chefs de cerca de 170 países do mundo.

Com o lema "Alimentos que transformam o mundo”, o evento ainda pautará temas como: soberania alimentar, mudança climática, povos indígenas, lutas contra os transgênicos, relação entre produtor e consumidor, e biodiversidade.

Para mais informações, acesse: http://salonedelgustoterramadre.slowfood.com/

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

I Seminário Slow Food São Paulo - Dia Mundial da Alimentação

Dia 16 de outubro é o Dia Mundial da Alimentação, e neste ano vamos comemorar de um jeito muito especial: com um seminário.
Entre 13h e 18h, na Câmara Municipal da nossa cidade, duas mesas redondas vão ocorrer, onde discutiremos algumas questões relacionadas ao nosso sistema de produção e consumo dos alimentos, enfatizando questões fundamentais, como cultura e biodiversidade.  




Todos são benvindos!



Para maiores detalhes, clique aqui






segunda-feira, 11 de junho de 2012

Festival de Inverno de Gonçalves - de 23/6 a 1º/7

Gonçalves está em Minas Gerais, mas bem pertinho de São Paulo. Aproveite o inverno e participe da programação. Em julho também estão previstas atividades, inclusive com eventos de associados do Slow Food São Paulo.  Em breve divulgaremos.