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terça-feira, 5 de julho de 2011
sexta-feira, 10 de junho de 2011
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Festival do Cambuci
"Cambuci? Você nunca comeu? É uma delícia!! Parece uma jabuticaba... só que maior e sem a semente..."
Essa foi a definição que eu ouvi uma vez da Fab, e depois, eu adotei. Uso sempre, mas faço ressalvas: parece jabuticaba por dentro; por fora, é bem diferente... é maior, verde e aveludada, com formato de disco voador. Tem várias e pequenas sementes misturadas na polpa, mas elas são discretas e podem acabar passando despercebidas. Apesar do sabor estar entre jabuticaba e pitanga, é bem mais ácida. Pra mim é deliciosa, de fato. Mas confesso que boa parte das pessoas não tem o apreço que tenho pelo azedo, e acabam a degustação numa cara torta e repuxada.
Cresci ouvindo minha mãe e minhas tias lembrarem saudosamente das tardes que passavam pegando cambuci pro meu avô colocar na pinga. Minha família é de São Bernardo, e por lá, tinha de monte! Típica da Mata Atlântica, é daquele climinha de serra que o cambucizeiro gosta, e antigamente, era muito encontrado em quintais. Hoje, quase não tem...
Seu nome científico é Campomanesia phae, e pertence à família botânica das Mirtáceas, sabe? Aquelas árvores que tem o tronco todo manchado, liso e resistente, como as goiabeiras, araçazeiros, pitangueiras e jabuticabeiras. Ocorrem nos estados de SP, RJ e MG; não são muito abundantes, mas são muito diversificados, tendo grande quantidade de variedades ainda não catalogadas, com coloração que vai até o amarelo-esverdeado, com tamanhos variados e diferentes proporções de azedo, doce e amargo - pois é, alguns deles amarram bastante a boca!
Por isso, quase não se come a fruta colhida do pé, mas sim, na forma de sucos, geleias, compotas, sorvetes, cremes, bolos, musses... ou ainda, usados para se fazer molhos, acompanhando carnes, massas e salgados, sem contar da grande variedade de bebidas alcoólicas: licores, cachaças, frisantes e outos tipos de fermentados.
No final de semana passado, em visita ao VIII Festival do Cambuci de Paranapiacaba, fiquei boba de ver a enorme variedade de delícias prontinhas para serem devoradas. A gente até se perde, come e bebe muito mais do que deveria. No antigo mercado, expositores de todos os municípios participantes da Rota do Cambuci levaram seus produtos, e recebia a gente com muita simpatia. O sorvete e o licor do pessoal de Mogi foi sensacional! A geleia e o Ice (bebida alcoólica fermentada) da CooperCambucy são maravilhosos e as trufas e os bolos de chocolate com recheio de cambuci espalhados por diferentes banquinhas, no festival... todos deliciosos.
Mesmo não sendo uma árvore grande (costuma ter entre 5 e 9 metros), a produção de frutos é grande, e ocorre entre janeiro e maio. Nos meses seguintes, ainda encontramos as frutas congeladas diretamente de produtores, como no Sítio do Bello, na feirinha da AAO ou na CooperCambucy (cambucydaserra@bol.com.br), importantes parceiros do Slow. Já os os produtos processados são encontrados o ano todo.
A Rota Gastronômica do Cambuci continua até agosto:
6o Festival de Rio Grande da Serra - 13, 14 e 15 de maio
4o Festival de Salesópolis - 27, 28 e 29 de maio
3o Festival de Paraibuna - 23, 24 e 15 de junho
1o Festival de Mogi das Cruzes - 20 e 21 de agosto
O fechamento acontece no mês de outubro, com um encontro no Mercado Municipal de São Paulo.
Essa foi a definição que eu ouvi uma vez da Fab, e depois, eu adotei. Uso sempre, mas faço ressalvas: parece jabuticaba por dentro; por fora, é bem diferente... é maior, verde e aveludada, com formato de disco voador. Tem várias e pequenas sementes misturadas na polpa, mas elas são discretas e podem acabar passando despercebidas. Apesar do sabor estar entre jabuticaba e pitanga, é bem mais ácida. Pra mim é deliciosa, de fato. Mas confesso que boa parte das pessoas não tem o apreço que tenho pelo azedo, e acabam a degustação numa cara torta e repuxada.
Cresci ouvindo minha mãe e minhas tias lembrarem saudosamente das tardes que passavam pegando cambuci pro meu avô colocar na pinga. Minha família é de São Bernardo, e por lá, tinha de monte! Típica da Mata Atlântica, é daquele climinha de serra que o cambucizeiro gosta, e antigamente, era muito encontrado em quintais. Hoje, quase não tem...
Seu nome científico é Campomanesia phae, e pertence à família botânica das Mirtáceas, sabe? Aquelas árvores que tem o tronco todo manchado, liso e resistente, como as goiabeiras, araçazeiros, pitangueiras e jabuticabeiras. Ocorrem nos estados de SP, RJ e MG; não são muito abundantes, mas são muito diversificados, tendo grande quantidade de variedades ainda não catalogadas, com coloração que vai até o amarelo-esverdeado, com tamanhos variados e diferentes proporções de azedo, doce e amargo - pois é, alguns deles amarram bastante a boca!
Por isso, quase não se come a fruta colhida do pé, mas sim, na forma de sucos, geleias, compotas, sorvetes, cremes, bolos, musses... ou ainda, usados para se fazer molhos, acompanhando carnes, massas e salgados, sem contar da grande variedade de bebidas alcoólicas: licores, cachaças, frisantes e outos tipos de fermentados.
No final de semana passado, em visita ao VIII Festival do Cambuci de Paranapiacaba, fiquei boba de ver a enorme variedade de delícias prontinhas para serem devoradas. A gente até se perde, come e bebe muito mais do que deveria. No antigo mercado, expositores de todos os municípios participantes da Rota do Cambuci levaram seus produtos, e recebia a gente com muita simpatia. O sorvete e o licor do pessoal de Mogi foi sensacional! A geleia e o Ice (bebida alcoólica fermentada) da CooperCambucy são maravilhosos e as trufas e os bolos de chocolate com recheio de cambuci espalhados por diferentes banquinhas, no festival... todos deliciosos.
| o charme de Paranapiacaba |
Mesmo não sendo uma árvore grande (costuma ter entre 5 e 9 metros), a produção de frutos é grande, e ocorre entre janeiro e maio. Nos meses seguintes, ainda encontramos as frutas congeladas diretamente de produtores, como no Sítio do Bello, na feirinha da AAO ou na CooperCambucy (cambucydaserra@bol.com.br), importantes parceiros do Slow. Já os os produtos processados são encontrados o ano todo.
A Rota Gastronômica do Cambuci continua até agosto:
6o Festival de Rio Grande da Serra - 13, 14 e 15 de maio
4o Festival de Salesópolis - 27, 28 e 29 de maio
3o Festival de Paraibuna - 23, 24 e 15 de junho
1o Festival de Mogi das Cruzes - 20 e 21 de agosto
O fechamento acontece no mês de outubro, com um encontro no Mercado Municipal de São Paulo.
Para receitas e maiores rmações, consulte:
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sábado, 12 de março de 2011
III Rota Gastronômica do Cambuci

Seminário: “Rota Gastronômica do Cambuci – Casos de Sucesso”
Já em seu 3º ano e acumulando experiências dos últimos 7 anos em alguns municípios que a compõe, a Rota Gastronômica do Cambuci, por meio da Incubadora de Projetos Sociais Autofinanciados da Secretaria Municipal de Participação e Parceria, realizará o Seminário: “Rota Gastronômica do Cambuci – Casos de Sucesso”, no dia 18 de março, das 8h30 às 13h, no Auditório da Incubadora, situado à R. Otto de Alencar, 270 – Cambuci.
Representantes da Vila de Paranapiacaba contarão como o Festival do Cambuci de Paranapiacaba passou de um tímido evento em 2004 ao segundo maior evento local, com público apenas menor do que o seu tradicional Festival de Inverno. Francisco Garcia, do Restaurante Javali, mostrará sua experiência em ter produtos a base de cambuci como diferencial em seu cardápio. Já o projeto “Cambuci e Frutas Nativas” de Salesópolis, iniciado em 2007, visa auxiliar a comunidade a agrupar-se em organizações legais, como as associações de bairro, abrangendo fases como capacitação para o cultivo, colheita, transformação e comercialização. Em Paraibuna, o grande parceiro da Rota Gastronômica do Cambuci é a Associação Artesanal de Paraibuna, que engloba não só os artesãos, mas também os quituteiros e produtores artesanais de alimentos a base de cambuci. Incentivados pelo setor de turismo da prefeitura, os artesãos de Paraibuna desenvolveram em pouco tempo um artesanato temático de qualidade. O Festival do Cambuci foi criado pela Prefeitura de Rio Grande da Serra visando aquecer a economia local e incentivar o cultivo do fruto. Paralelamente, foi formada a CooperCambucy da Serra pelos produtores de cambuci e derivados. Mogi das Cruzes falará sobre a multiplicação da espécie. Venha conhecer a trajetória do cambuci nos municípios!
Seminário “Rota Gastronômica do Cambuci – Casos de Sucesso”
Dia 18 de março, das 8:30 às 13h
Auditório da Incubadora – R. Otto de Alencar, 270 – Cambuci – São Paulo
8:30 às 9:00 – Credenciamento
8:30 às 9:00 – Credenciamento
9:00 às 9:30 – Abertura: Secretário de Participação e Parceria
9:30 às 10:00 – O sucesso do cambuci no Restaurante Javali / São Paulo
– Cartoon Formaturas e Eventos / São Paulo
10:00 às 10:30 – Cambuci: o fruto que dá frutos / Rio Grande da Serra
10:30 às 11:00 – Cambuci na Vila de Paranapiacaba / Paranapiacaba
11:00 às 11:20 – Coffee-break
11:20 às 11:50 – Projeto Cambuci e Frutas Nativas: gerando renda, envolvendo as associações de bairro / Salesópolis11:50 às 12:20 – Extração de semente e plantio: a multiplicação da espécie nativa / Mogi das Cruzes
12:20 às 12:50 – Artesanato de Paraibuna na Rota do Cambuci / Paraibuna
12:50 às 13:00 – Encerramento
Inscrições:
11 3208-2399 - ramal 211
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Educação do Gosto na Escola Wilma Kövesi
por Glenn Makuta
Frutas Nativas Brasileiras, com Bel Coelho e Douglas Bello
Grumixama, uvaia, cambuci, bacuri, umbu, seriguela. Estes nomes infelizmente pode não ser familiar pra muitas pessoas. Apesar disto, são nomes de frutas nativas, que têm em nossas terras o lugar mais adequado para serem cultivadas, e que mesmo assim não são de uso popular.
Além de se saber como ocorre o cultivo, conhecer como se prepara pratos a partir do alimento bruto são os dois pontos mais importantes para que um determinado alimento não se extingua.
É no intuito de ensinar pessoas interessada no assunto a experimentar alguns preparos para estas e outras frutas nativas que no próximo dia 23 (terça-feira), acontece a segunda oficina do convívio Slow Food São Paulo na escola Wilma Kovesi de Gastronomia.
A aula promove o encontro da chef Bel Coelho do restaurante Dui/SP e do colecionador e produtor de frutas nativas Douglas Bello, do Sitio do Bello, localizado em Paraibúna/SP.
A aula abordará os seguintes pratos
- Degustação comentada de frutas e produtos do Sítio do Bello;
- Sorbet de Cambuci sobre Salada de Frutas Nativas;
- Geléia de Uvaia;
- Pastilha de Açaí e de Grumixama;
- Espuma de Bacuri;
- Gelatina de Cupuaçu;
- Granizado de Cajá;
- Bolinho de fubá com Coulis de Pitanga;
- Creme de Umbú;
- Farofa de Castanha do Pará com Maracujá;
- Doce de Goiaba;
- Caramelo da Pele da Seriguela;
- Macarron de Uvaia com Cachaça;
- Jujuba de Bacuri.
Data: 23 de novembro – das 19 às 22 horas
R$ 100,00
Membro Slow, com associação em dia, R$ 75,00.
Estudantes pagam MEIA.
Atenção:
No dia da aula é necessário apresentar comprovação.
Estudante: Carteirinha de estudante + cartão da Universidade
Membro: Carteirinha de associado Slow Food.
** A arrecadação dos valores obtidos com as aulas, palestras e oficinas se destinam ao desenvolvimento do programa Educação do Gosto em São Paulo. As ações de aproximação entre produtores e canais de venda-direto e às pesquisas de alimentos em situação de extinção que necessitem de apoio da Fundação Slow Food para a Biodiversidade.
Serviço:
25 vagas por Oficina
Reservas e inscrições
Escola Wilma Kövesi de Cozinha
11 30631592 / 11 30829151
Ou pelo site www.wkcozinha.com.br
R. Cristiano Viana, 224
Contatos:
Cenia Salles – líder do Convivium Slow Food SP
saopaulo@slowfoodbrasil.com
11 3589-3201
Betty Kövesi Mathias – Escola Wilma Kövesi de Cozinha
betty@wkcozinha.com.br
11 3063-1592 / 11 3082-9151
Frutas Nativas Brasileiras, com Bel Coelho e Douglas Bello
Grumixama, uvaia, cambuci, bacuri, umbu, seriguela. Estes nomes infelizmente pode não ser familiar pra muitas pessoas. Apesar disto, são nomes de frutas nativas, que têm em nossas terras o lugar mais adequado para serem cultivadas, e que mesmo assim não são de uso popular.
Além de se saber como ocorre o cultivo, conhecer como se prepara pratos a partir do alimento bruto são os dois pontos mais importantes para que um determinado alimento não se extingua.
É no intuito de ensinar pessoas interessada no assunto a experimentar alguns preparos para estas e outras frutas nativas que no próximo dia 23 (terça-feira), acontece a segunda oficina do convívio Slow Food São Paulo na escola Wilma Kovesi de Gastronomia.
A aula promove o encontro da chef Bel Coelho do restaurante Dui/SP e do colecionador e produtor de frutas nativas Douglas Bello, do Sitio do Bello, localizado em Paraibúna/SP.
A aula abordará os seguintes pratos
- Degustação comentada de frutas e produtos do Sítio do Bello;
- Sorbet de Cambuci sobre Salada de Frutas Nativas;
- Geléia de Uvaia;
- Pastilha de Açaí e de Grumixama;
- Espuma de Bacuri;
- Gelatina de Cupuaçu;
- Granizado de Cajá;
- Bolinho de fubá com Coulis de Pitanga;
- Creme de Umbú;
- Farofa de Castanha do Pará com Maracujá;
- Doce de Goiaba;
- Caramelo da Pele da Seriguela;
- Macarron de Uvaia com Cachaça;
- Jujuba de Bacuri.
Data: 23 de novembro – das 19 às 22 horas
R$ 100,00
Membro Slow, com associação em dia, R$ 75,00.
Estudantes pagam MEIA.
Atenção:
No dia da aula é necessário apresentar comprovação.
Estudante: Carteirinha de estudante + cartão da Universidade
Membro: Carteirinha de associado Slow Food.
** A arrecadação dos valores obtidos com as aulas, palestras e oficinas se destinam ao desenvolvimento do programa Educação do Gosto em São Paulo. As ações de aproximação entre produtores e canais de venda-direto e às pesquisas de alimentos em situação de extinção que necessitem de apoio da Fundação Slow Food para a Biodiversidade.
Serviço:
25 vagas por Oficina
Reservas e inscrições
Escola Wilma Kövesi de Cozinha
11 30631592 / 11 30829151
Ou pelo site www.wkcozinha.com.br
R. Cristiano Viana, 224
Contatos:
Cenia Salles – líder do Convivium Slow Food SP
saopaulo@slowfoodbrasil.com
11 3589-3201
Betty Kövesi Mathias – Escola Wilma Kövesi de Cozinha
betty@wkcozinha.com.br
11 3063-1592 / 11 3082-9151
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