sábado, 20 de março de 2010

Primeiro dia de Terra Madre Brasil 2010

Ontem foi o primeiro dia de Terra Madre Brasil em Brasília e daqui a pouco já será hora de partir pro evento novamente.

Ontem o dia foi de credenciamento e check in; muitos descansaram, outros seguiram direto para o evento. como mesmo diz Neide Rigo em seu maravilhoso post de ontem no seu Blog Come-se. De São Paulo vieram 73 pessoas e muitos ainda não conhecemos pessoalmente. Do Convívio SFSP vieram Claudia Mattos, Anayde Lima, Maluh Barciotte, Fabiana Sanches, Maria Helena Caldas e Ana Tomazoni. Cenia Salles que já estava aqui nos recebeu no hotel

Aqui está gente de toda parte do país, de todas as idades. Do produtor ao acadêmico e o chef de cozinha. Daí muito importante trocar experiências uns com os outros e ativar a rede Slow Food Brasil. Cada um faz parte de uma cadeia que visa o acesso da população ao alimento bom, limpo e justo. e depois de ontem acrescento: Biodiverso. Pelas primeiras conversas que tive com os produtores vimos que eles preocupam muito mais com o elemento "Bom" e "Limpo" do alimento que o "Justo". Eles se colocam com muita humildade na questão financeira, se fosse rentável - muito melhor. Mas o que muitos não se conformam foi com o vêem (e/ou já fizeram) em muitas plantações.

Theobaldo, líder sindical do passado. Das greves metalúrgicas de São Bernardo do Campo nos anos 70, se dedica hoje ao alimento aqui em Brasília. Com uma simplicidade complexa e um vasto saber empírico, real e humano me fez entender como ninguém a questão do "Limpo". "Já vendi alface 03 dias depois de botar um veneno poderoso na plantação. Nesse tempo o veneno estava todo ali, vivo na planta. Muita gente comeu". Nesse momento compreendi a Real situação do limpo no hortifruti. quem sabe quando foi o última dedetização na plantação antes da venda do produto. Segundo ele, pode ser de um dia pro outro. A cara dele era de nojo e responsabilidade.

Aconteceu também a Oficina de Mandioca liderada por uma jovem líder da tribo guarani paulista localizada em Parelheiros. O nome dela é Dirah e a turma do 5o. ano da escola Maurício Sales de Melo estava animada, muito curiosa e participativa. Fizeram juntos o Beijú a partir da raíz da mandioca e ouviram histórias do povo guarani por bastante tempo. E onde se fala em mandioca, se vê Tereza Corção e Margarida Nogueira líderes do convívio Rio de Janeiro que estudam e trabalham na causa da mandioca através do Instituto Maniva.

Um comentário:

noemi disse...

Gostei muito das novidades que vi por aqui e no blogue da Neide. Como fiquei de castigo em São Paulo, amanhã tento recuperar alguma coisa no encontro com o Carlo Petrini no Senac e depois no EEEP na Cultura.
Boa sorte e inspiração aos criadores e mantenedores deste nosso blogue!